Seleção de boxe do Uzbequistão, uma das mais fortes da Olimpíada, chega para treinar em Florianópolis

Seleção de boxe do Uzbequistão, uma das mais fortes da Olimpíada, chega para treinar em Florianópolis

O atletas do Uzbequistão usarão a estrutura da Fecaboxe (Foto: Marco Favero / Agencia RBS)

Os Jogos do Rio de Janeiro começam apenas no dia 5 de agosto oficialmente, mas Florianópolis já sente a atmosfera olímpica no ar. Depois de receber o museu itinerante das Olimpíadas e de testemunhar a passagem da tocha, chegou a hora de a Capital receber uma delegação estrangeira. E uma que tem grandes chances de medalhas. A partir de amanhã, 11 atletas do Uzbequistão aproveitam a estrutura da cidade para se preparar para brilhar no boxe.

Nesses 10 dias em solo catarinense, os uzbeques irão treinar na sede da Federação Catarinense de Boxe (Fecaboxe), considerada uma das principais do país.

– Santa Catarina é referência e um polo de boxe na região Sul do Brasil. Nossa organização de eventos e competições são reconhecidas nacionalmente, além do excelente nível técnico de nossos atletas. Essas características atraem competidores de outros estados, principalmente do Paraná e Rio Grande do Sul. Foi um dos motivos que fez com que a seleção de boxe do Uzbequistão escolhesse ficar aqui – explica Wagner Barão, presidente da Fecaboxe.

A infraestrutura da sede da Federação Catarinense de Boxe também é um dos atrativos. O local, que fica na Avenida Governador Ivo Silveira, região continental de Florianópolis, conta com amplos vestiários, ringue oficial, 10 sacos de pancada, entre outros equipamentos.

O Estado ganhou destaque para abrigar seleções olímpicas após a realização do Campeonato Brasileiro de Boxe, em 2015. Wagner Barão conta que o presidente da Confederação Brasileira visitou a sede da Fecaboxe e aprovou a estrutura catarinense. A partir daí iniciou a negociação com o Uzbequistão e outras delegações. Ainda existe a possibilidade de receber também os atletas da Tailândia.

Os uzbeques desembarcam com um grupo de 46 pessoas, sendo 27 atletas. Desses, 11 estão classificados para a Olimpíada do Rio e os demais são reservas que vem para auxiliar nos treinos. Eles são a maior delegação de boxe dos Jogos.

– É muito bom recebê-los aqui porque serão um parâmetro para avaliarmos o nosso trabalho. Veremos de perto os atletas que estão entre os melhores do mundo, será um grande incentivo também para os boxeadores catarinenses.

Histórico uzbeque

A primeira vez que o Uzbequistão participou dos Jogos Olímpicos como país independente foi em 1994. Desde então, mandou representantes em todas as edições olímpicas. Antes disso, o Uzbequistão fazia parte da União Soviética.

O boxe é, atualmente, uma das modalidades expoentes no país que tem cerca de 30 milhões de habitantes. Alguns dos campeões mundiais em diversas categorias são uzbeques. Nos jogos olímpicos, não é diferente: entre 1996 e 2012, o país ganhou sete medalhas.

O Uzbequistão é um país da Ásia Central com mais de 30 milhões de habitantes, cuja capital é Tashkent. Suas primeiras civilizações fizeram parte do Império Persa de Aquemênidas, motivo pelo qual ainda hoje existe influência da cultura persa entre os uzbeques, como são chamados os nascidos no país.

Quem pais é esse?

Em 1925, o Uzbequistão passou a integrar a antiga União Soviética e, durante a Segunda Guerra Mundial, acolheu milhares de pessoas que fugiam das invasões comandadas por Adolf Hitler. Em 1991, o país declarou independência e deixou a União Soviética. É o sexto maior exportador de algodão, grande produtor de ouro e gás natural.

Países vizinhos: Afeganistão, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Turcomenistão.

Grupos étnicos: uzbeques 80%, russos 5,5%, tajiques 5%, coreanos 4,7%, cazaques 3%, karakalpak 2,5%, tártaros 1,5%, outros 2,5%.

Religião: Islamismo 88% (maioria de sunitas), Igreja Ortodoxa 9%, outros 3% (incluindo budistas).

Idioma: uzbeque, russo e tajique.

Diário Catarinense 

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