JEC perde para o CRB por 3 a 1 e Hemerson Maria é demitido

Sequência de maus resultados em casa, principalmente, determinaram a queda do treinador.

JEC perde para o CRB por 3 a 1 e Hemerson Maria é demitido

Foto: Rodrigo Philipps / Agência RBS

A crise do Joinville não tem fim. Na noite desta terça, o Tricolor voltou a tropeçar na Arena, desta vez diante do CRB. O placar de 3 a 1 para os alagoanos determinou a saída do técnico Hemerson Maria do comando da equipe. Agora, o clube busca um substituto para o cargo. Com o novo revés em casa, o Tricolor afundou na zona do rebaixamento com apenas 11 pontos e cada vez mais distante dos adversários que brigam pelo acesso.

Como a tendência aponta para uma mudança na comissão técnica, o Joinville deve estrear seu novo treinador no próximo sábado, às 16 horas, diante do Brasil-RS, em Caxias do Sul (RS).

No jogo, o começo do Joinville até dava esperanças ao torcedor. A presença de Heliardo no ataque do Joinville deu à equipe a referência que tanto faltou ao longo das 12 primeiras rodadas da Série B. Como um pivô de futsal, o camisa 9 oferecia opção para a troca de passes e para as bolas alçadas à área. Prova é que as principais chances do JEC vieram em tramas com a participação do centroavante.

Aos 23, a bola chegou limpa para Paulinho Dias finalizar de fora da área, sem direção. Aos 37, Heliardo tabelou com Bertotto, mas foi travado pela defesa do CRB na hora de finalizar. Aos 41, bola na cabeça de Heliardo e desvio por cima do gol.

O CRB quando chegava mostrava eficiência. Em três tentativas, três gols. No entanto, dois deles foram bem anulados pelo assistente Weber Felipe Silva. No primeiro, aos sete minutos, Matheus Galdezani puxou bom contra-ataque e serviu Wellinton Júnior. O ex-atacante do JEC finalizou com precisão, mas estava à frente da linha da bola quando recebeu o passe.

No segundo gol anulado, aos 14 minutos, Gerson Magrão arriscou de fora da área, Oliveira deu rebote e Luidy finalizou para a rede. Para a sorte tricolor, Luidy estava em condição irregular na hora do arremate. Na terceira tentativa, aos 45, não houve perdão. Gerson Magrão, livre no lado esquerdo, cruzou para Zé Carlos, também livre, abrir o placar.

Com o fim do primeiro tempo, o Joinville até conseguiu voltar do intervalo em condição de competir. A entrada de Pereira no lugar de Bertotto deu mais ofensividade à equipe. A pressão funcionou e, aos dez minutos, Everton Silva cruzou da direita, o goleiro Juliano rebateu e Heliardo, livre, empurrou para a rede.

O gol animou o JEC, que até teve alguns bons minutos com chances de virar o placar. O problema é que, aos 24 minutos, após cobrança de escanteio de Gerson Magrão, Bruno Aguiar cortou mal, Adalberto desviou e Assisinho ficou cara a cara com Oliveira para marcar: 2 a 1.

O gol desestabilizou o Joinville completamente. Desesperado, o time perdeu toda a organização, partiu para o ataque de qualquer maneira e poderia ter levado o terceiro gol em chances com Assisinho, Roger Gaúcho e Lúcio Maranhão. Com tantas oportunidades para os visitantes, uma hora a bola ia entrar. E ela entrou aos 45, em contra-ataque definido por Roger Gaúcho.

A revolta na Arena aumentou e, após o jogo, nenhum dos atletas escapou das vaias dos torcedores, inconformados com o mal momento do time.

Jornal de Santa Catarina 

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