Situação econômica do país piorou para 72% da população, indica Datafolha

Situação econômica do país piorou para 72% da população, indica Datafolha

Foto: Felipe Carneiro / Diário Catarinense

 

A situação econômica do país piorou para 72% da população, segundo levantamento do Datafolha publicado nesta segunda-feira (11) pelo jornal Folha de S.Paulo. Os números são mais negativos do que os apresentados na última pesquisa do instituto. Na primeira quinzena de abril, 52% dos entrevistados disseram que o cenário havia se deteriorado.

Concluído na última quinta-feira (7), o levantamento ocorre em meio à alta do dólar, aos impactos da greve dos caminhoneiros e às incertezas sobre a retomada do crescimento do país. Segundo a pesquisa, a perspectiva é de pessimismo. 

Entre os entrevistados, 32% afirmaram que a situação deve piorar nos próximos meses, enquanto 26% apostaram na melhora da economia. Na consulta anterior do Datafolha, o número que demonstrava otimismo era superior ao de pessimismo.

O instituto também mapeou a situação econômica pessoa do brasileiro, e as respostas também foram mais negativas na comparação com o levantamento anterior — 49% disseram que retrocederam, contra 10% que declararam avanço.

Para 69%, greve dos caminhoneiros prejudicou o país

O Datafolha ainda pesquisou a percepção do brasileiro sobre a greve dos caminhoneiros, encerrada no fim de maio. Para 69%, a paralisação provocou mais prejuízos ao país do que benefícios. Sete em cada 10 brasileiros também disseram que o governo deve controlar o preço dos combustíveis e do gás de cozinha mesmo que cause danos à Petrobras.

De acordo com o levantamento, 68% da população é contrária à atual política de reajuste de combustíveis adotada pela empresa. Para esse percentual, "o governo deve controlar a Petrobras e baixar os preços dos combustíveis e do gás, mesmo que possa ter prejuízo". Somente 26% acham que "o governo deve deixar a Petrobras livre para definir o preço dos seus produtos e buscar lucro como outras empresas".

A pesquisa foi feita nos dias 6 e 7 de junho. O instituto ouviu 2.824 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

Por GaúchaZH

Diário Catarinense

Outras Notícias

PUBLICIDADE