Ações da BRF despencam com nova fase da Carne Fraca

Os papéis da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão e maior empresa de Santa Catarina, caíram 11% nesta manhã e eram negociados a R$ 27,27 às 11h15, após ser deflagrada a operação Trapaça, terceira fase da operação Carne Fraca, que investiga fraudes na indústria frigorífica. A companhia está implicada em fraudes relacionadas ao resultado de exames quanto ao nível do grupo de bactérias Salmonella ssp

Foram expedidos mandados de prisão temporária, um deles para Pedro Faria, presidente da BRF até dezembro de 2017 e sócio da Tarpon Investimentos, uma das maiores acionistas. Há mandados para SC, mas não há planta frigorífca do Estado implicada, apenas uma fábrica de ração.

Antes deste revés, a vida da BRF já não estava fácil. A empresa acumula dois anos seguidos de prejuízo, tendo alcançado um rombo de R$ 1,1 bilhão no ano passado, e foi pedida, por seus dois maiores acionaistas, a destituição do conselho de administração, cujo presidente é o empresário Abilio Diniz. Hoje, o conselho se reúne para eleger uma nova administração. 

Em 2013, diga-se, Diniz havia prometido que as ações da companhia alcançassem R$ 100 em 2017. No ano passado, entretanto, acabaram em R$ 36. 

 

Por Larissa Linder

Diário Catarinense 

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